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domingo, 19 de junho de 2011

Eis senão quando, Portugal tenta mudar...



Sempre concordei com as medidas de Sócrates.

Estatura média, magro, deve calçar o 42 e camisola L.
Nota: Este comentário é para aqueles que acham que eu nunca concordei com as suas medidas.
No “Portugal dos Pequeninos” ele vergava-se para passar pela porta (respeito), e saiu por entre os escombros em caliça, com as pestanas a fumegar…

Aliás os amigos dele também concordavam com ele. Isto até às 8:01 horas do dia 5 de Junho de 2011. Um minuto depois, os amigos faziam bicha, perdão, fila, no Caldas, Estrela, Camões…

Poucos ficaram ao seu lado, sobretudo com receio de, ao tombar, não os esmagasse.

Mas no fundo, no fundo, ele não fez um mau trabalho.

  • Na Educação ninguém reprova. O respeito impera e, pelo menos pelo interior do País, as crianças, até nos pátios mantêm a compostura e o silêncio. Se alguém passar não será por certo perturbado pela algazarra dos putos ranhosos de bata a cheirar a giz… Na cidade os desportos entraram e fazem parte relevante dos curricula global (tiro, boxe, facas chinesas, chumbo grosso).
  • ·        Na saúde já são poucos os pobres que lá vão (e com o tempo cada vez serão menos). Ainda que a construção de hospitais tenha desencadeado reacções negativas do Bispado de Braga (os hospitais ameaçavam ser mais do que igrejas), a verdade é que já começamos a ter um hospital por cada 100.000 habitantes e por médico.
  • ·        Na economia nunca se esteve melhor. Atento a tudo o que se passava à direita e à esquerda da economia, o Ministro tinha tudo controlado e sempre deu as dicas certas aos compadres, perdão, camaradas ministros, no sentido de seguirem em frente, com ele atrás. O País afundou, mas de forma controlada e segundo critérios estatísticos novos. Pelos antigos estaríamos numa boa.
  • ·        Na guerra, mais uma vez peço perdão, na defesa, tivemos a sorte de poucos soldados morrerem no exterior. Espero que continuemos com essa sorte, porque eles todos se afadigam a mandar os filhos dos outros para guerras que nada nos dizem.

É curioso o interesse destes políticos de Pê grande, em nos meterem em guerras lá nos confins do Mundo. Proteger a fronteira norte de Israel. Se bem me lembra, Portugal foi diligente matador de mouros durante uma data de séculos. Quando acabaram os mouros, dedicaram-se aos judeus. Quando acabaram os dois passámos a ser amigos de ambos… Não entendo! Mas temos de ter em conta que não sou político.  

De relevar ainda a superior capacidade de investir na defesa; temos bons aviões, helicópteros, submarinos (tudo material de 1ª, tipo Mitsubishi, pois não requerem manutenção), mas não temos dinheiro para munições, salários, carros para a polícia… É como um castelo sem porta, sem fosso, sem ameias, sem água, com paióis cobertos a palha…

Nos Países onde temos elevada afinidade, olhamos por cima do ombro e suspiramos; O café é amargo!
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  • Nos negócios estrangeiros vamos de bem a melhor. O Ministro é muito bom, simpático e domina tudo e todos. Segundo soube não produz défice, não produz mal entendidos, nem ondas…

- Ah! Espera… mas ele é que superintende as escolas de ensino de português no estrangeiro. Aquelas escolas que, em barracões provisórios cobram 2000 euros por mês no pré-primário… (Angola)

E também tem lá uma catrefa de encarregados de negócios que só o são de nome…

Que fecha consulados onde as comunidades são enormes (Namíbia e França e…) e mantém uma relação de quase conflito onde as pessoas querem obter vistos de turismo (Angola) levando a reciprocidades dignas de cabecinhas de alfinete…

Que se apressa a dizer que está tudo bem quando há uma calamidade, mas que na verdade desconhece completamente quantos são os nacionais nos países, onde estão, o que fazem, como os contactar e, quando são precisos… estão de férias.
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  • Mas sem dúvida o que mais apreciei foi a gestão autárquica. As câmaras Municipais são bem geridas, têm o nº certo de trabalhadores e funcionam como manda o partido, perdão, as melhores práticas empresariais. Não se contratam amigos, reformados dos amigos dos amigos. Ainda que as empresas camarárias tenham destruído todas as empresas concorrentes privadas ao seu redor, fizeram-no no superior interesse de… (pausa – não sei os nomes dos interessados) digamos, de Portugal.


Mas o que mais apreciei foi o aparelho do partido. Eu não conhecia esse aparelho (excepto os aparelhos partidos que teimo em não reparar), mas na verdade é ele que mexe os cordelinhos.

Se é certo que já no final do afundanço já todos falavam, competiam para chegar mais alto no português fino, super fino, super cortante, que só os que dominam a língua de Bocage conseguem, o boquinhas ganhava a todos com adjectivos e substantivos que nem sabia existirem.

Só soube a real importância do boquinhas quando vi a listagem de chamadas do dito. Chamadas prá PT, Refer, Carris, Ministérios, Procurador, Casa Pia, perdão, Casa da Moeda, uma conta que, a ser paga, colocaria a PT nas maiores em lucros da Península Ibérica.

Mas os resultados estão aí. Sem cacete, mas com a língua, deixou um rabo de papagaio nas empresas que só arderá quando a geração em causa, bater as botas.  
Bem… caiu. Caiu e não se magoou, algo que só acontece aos políticos. Perdem a pena, mas o mal não lhes vem. Mantêm-se numa boa, bolsos a roçar o chão, e partem abanando notas de 500 euros… coisa fina.

Nota: Alguns analistas (os mais conceituados) dizem que este povo merece. Dizem que são culpas do passado que remonta ao tempo em que combatíamos os mouros, os índios da banda da esquerda e depois dos da direita, depois os dos Sul e agora os do Norte. Se há povo que sempre soube viver bem sem bulir muito, foi o tuga… Penso mesmo que esta fase é transitória. Logo que entre em exploração o gás do Algarve e o petróleo de Peniche, os socialistas voltam e só sairão quando os chineses os mandarem para os Açores.  

Finalmente…

O País timidamente quer mudar…

Timidamente dá 1/3 dos votos aos mesmos que o destruíram. Portugal não tem capacidade para castigar. Portugal tem pena. Portugal sofre mesmo que seja Salazar a cair da cadeira, Hitler a arder, uma espinha no mindinho de Estaline, um argueiro no olho do Mao…

Somos assim…

Vimos fugidos de todo o lado. Lá da Rússia, da Alemanha, da Espanha, do Centro e do Leste e quando a terra acabou, meia dúzia seguiu em frente e vingou por esse Mundo afora, os restante ficaram, sofridos, gelados (mesmo quando o Sol brilha), tristes (mesmo quando não há motivo), sorridentes (quando a senhora de oitenta anos cai e mostra a ceroulas vermelhas), opinando (quando nada se lhes pergunta), lutando (contra todos os moinhos que lhe passam pela frente), odiando (tudo o que brilha), apoiando (todos os coitadinhos), solicitando (o que não têm direito), rezando (a caminho do Intendente), vegetando (o que sempre fez).

Em vez de condenar todos os carpinteiros e jardineiros deste triste e solitário rectângulo mais fundo que a Holanda, oferecemos-lhe preguinhos e tesouras de podar, para eles manterem viva a esperança do regresso.

Beati pauperes spiritu, que é como se sabe, fado…


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